Atualmente, vem se alastrando a idéia de que países que têm um vasto território, tendem a redimensioná-lo, redistribuindo a tarefa administrativa e criando espaços menores para novos governos. Assim aconteceu com os E.U.A. e outros países asiáticos.
No caso brasileiro, temos algumas unidades federadas que já passaram por essa divisão, e podemos citar o antigo Goías e o ex-Mato-Grosso. Hoje, os novos estados criados gozam de progresso contínuo, e as populações estão com melhor qualidade de vida do que antes. A pergunta que se faz é a seguinte: se não fosse positivo a divisão, os Estados Unidos e esses estados do centro-oeste brasileiro teriam ambarcado nessa idéia?
Agora, que se discute o papel da Amazônia para o equilíbrio do clima terrestre, e ao mesmo tempo, a possibilidade de se desenvolver preservando, surge as propostas de redimencionar os grandes territórios dos estados do Amazonas e do Pará. No que diz respeito ao estado paraense, a aspiração dos santarenos, já vem de longa data, desde 1853, quando pela primeira vez, se propôs a criação da Província do Tapajós, no Oeste do Pará, visando garantir a soberania brasileira na Amazônia, dado que aquela cidade está situada, privilegiadamente, entre duas grandes metrópoles, bem como para ajudar no desenvolvimento econômico do país, uma vez que Santarém é o ponto nodal por onde cruzam todas a linhas internacionais do mundo, e é, por natureza, o elo entre o Pacífico e o Atrântico, ligando importantes cidades brasileiras e os principais portos internacionais. Santarém seria, então, proclamada a capital do Estado do Tapajós, com uma área equivalente a 722.358 Km2 (58 % do atual Pará), abrangendo 25 municípios com uma população de, aproximadamente, 1.305 mil habitantes, e uma densidade ainda baixíssima de 1,81 hab/km2. É importante notar, que o novo estado já nasceria com um PIB de R$ 5.173 bilhões, maior que o PIB dos estados de Tocantins, Amapá, Acre e Roraima, só perdendo para os atuais estados do Amazonas e o próprio Pará que, por sua vez, só sairá ganhando, porque além de permanecer com um significativo PIB, receberá 107,3 milhões mensais de Fundo de Participação dos Estados (receita federal-2005), e ainda deixará de a um menor número de municípios, e porque, entre outras coisas, tem uma costa atrântica, rica em pescados, de 622 Km de extensão. Acrescente-se a isso, uma das maiores ilhas fluviais do mundo, a Ilha do Marajó, que com a chegada da energia elétrica provenientes de hidrelétricas, com certeza terá a chance de ter as visões do governo estadual para projetos nas áreas do turísmo e da indústria, voltada para o beneficiamento dos derivados do côco e do seguimento bubalino e do pescado.
A maior crítica à criação de novos estados, incluindo aí o Carajás na formação de um outro estado, que na prática já serve mais outras regiões do país, é de que seria muita despesa para o governo federal a criação de toda a máquina administrativa e das bancadas políticas. A isso os defensores da redivisão, rebatem que não seria preciso nada mais que R$ 904,8 milhões de reais, já devidamente calculados. Os recursos, numa primeira instância sairiam dos cofres da União, mas complementados com a receita própria do futuro estado do Tapajós, a mesma defesa servindo para a formação de outros estados.
De nossa parte, vislumbramos frutos positivos na criação dos estados. Com o Tapajós, por exemplo, não só se atenderá uma reivindicação antiga, como também, se dará aproveitamento a toda uma infra-estrutura já montada com recursos da União, desde o regime militar, na abertura da rodovia BR-163, na construção do porto de Santarém, do aeroporto, da Usina Hidrelétrica de Curuá-Una, na implementação do projeto sustentável da reserva do Tapajós, sem falar, na perspectiva de transformar aquela cidade, num polo de desenvolvimento, com ativiades madeireira, agro-industriais, biotecnológicas e turísticas, além de centro de armazenamento e exportação de grãos de todo o país, para o resto do mundo. Há a visão antecipada de, no futuro, ser construída uma ferrovia em paralelo com a rodovia, comungando esforços e se complementando, para fazer do Brasil o primeiro no ranking de portos exportadores passando os Estados Unidos e o Japão.
Ao nosso ver, a criação, do estado do Tapajós não se resume ao desenvolvimento de Santarém, mas trará a polarização do desenvolvimento aos munícipios que dele fazem parte, e pamém! Aos municípios do Pará remanescente, que terão a possibilidade de ter seus pleitos antendidos pelo governo, justamente, por estarem mais próximos e com menos concorrentes. Por outro lado, Estados como o do Amazonas e mato-Grosso terão o escoamento de suas produções facilitadas, pelo porto de santaré, ou até pelo complemento da BR-163, que á a PA-254, ao longo da Margem Esquerda do Rio Amazonas, quem sabe com um porto em Óbidos, ligando a cidade de Faro, Terra-Santa a Prainha, Almerim, Macapá, Porto de Santana e os portos das Guianas.
Isso tudo, e tudo o mais, com certeza abrirá perspectivas de emprego e renda para milhares de jovens, na idade de trabalhar, afora para as pessoas mais maduras, que terão possibilidade de participar de trabalhos em áreas complementares, principalmente, na área comercial, financeira, educacional, turística, de engenharia e de saúde. É com essa visão de futuro, que com certeza o povo do Pará, como um todo, será inteligente - e não se deixará levar por conselhos descabidos de pessoas saudosistas, medrosas de mudar da atual situação por demais cômoda para eles, que estão sempre tirando proveito, por terem o monopólio do comércio, e das indústrias, ao redor de Belém, em detrimento do povo, que sobrevive às duras penas, no intrior paraense, e portanto, se movimentará a favor da criação dos novos estados, por entender que todos sairão ganhando, e votará pelo Plebecito já, enchendo de esperanças, não só quem quer desenvolver a Amazônia, mas quem quer preservar o meio ambiente, sentindo os braços e as mãos do governo mais perto das realidades ambientais, sociais e econômicas.
juarezregis@superig.com.br
terça-feira, 17 de julho de 2007
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Um comentário:
Redivisão, não é tão ruim assim!
Econ. Juarez B. Regis
Fala-se muito e especulá-se demais sobre se será melhor ou pior; se distribuir-seá riqueza ou pobreza com a divisão ou não-divisão do Estado do Pará.
Antes de falar levado pelo acerbismo ou exacerbação da emoção de ser paraense, ou ser santareno ou marabaense, tentemos constatar alguns fatos:países com os E.U.A fizeram uma divisão territotial bastante fragmentada. Se não fosse coisa boa, será que eles teriam feito tal coisa? No caso brasileiro, temos algumas unidades federadas que já passaram por esse processo, e ao que parece, deram-se muito bem.
O certo é que no momento em que se discute soluções para a ameaça climática global, e no momento em que se pergunta como a Amazônia pode contribuir para minimizar a suposta catástrofe, eu permito-me como cidadão paraense, indagar se não estaria aí a solução?
Diz-se que Santarém é o ponto nodal para onde poderia convergir os deslocamentos de produções e de pessoas, dado a sua situação naturalmente privilegiada, onde todas as linhas aéreas cruzam o espaço e onde por via fluvial e terrestre, os transportes teriam o ponto de intercessão, ligando o Pacífico ao Atrântico.
A capital do Estado do Tapajós, segundo os estudiosos separatista, já nasce com uma área de 722.358 Km2, abrangendo 25 municípios, o que também já seria, segundo eles, uma vantagem para o Estado remanescente do Pará, que ainda possuindo o maior PIB e o maior Fundo de Participação do Estados, calculado em 107,3 milhões mensais, poderia investir com folga em municípios até hoje sem muito ganhos, quanto à assistência governamental. É importante notar que o novo Estado do Tapajós já nasce com um PIB de mais de 5 bilhões de reais, bem maior que o do PIB dos Estados de Tocanstins, Amapá, Acre e Roraima.
Para os que dizem que o Pará ficará sem nada de riqueza, é bom lembrar que áreas de várzeas da Flórida, que correspondem às áreas do Marajó, são uma das que mais atraem divisas para os Estados Unidos da América. Um Pará menor, dá chance para repensar Marajó, com um projeto integrado de desenvolvimento sustentável, que impulsione o turísmo, a agropecuária,a indústia (do côco, da pesca e dos derivados do búfalo)e o comércio, a partir da chegada da energia hídrica, via Portel e Breves.
O Estado do Pará conta com uma costa atlântica de 622 Km de extensão, rica em todo tipo de peixes e frutos do mar que precisam ser melhor explorados. De todos os Estados pretendidos o Pará é o único que conta com a melhor malha viária, ligando-o com todo o país, além de que possui um forte sistema financeiro e uma ampla rede hoteleira e um parque industrial em estágio bastante avançado.
Quanto à crítica que fazem em relação à criação de toda uma máquina administrativa e do número de políticos interesseiros, não é negado esse fato pelos separatistas, que retrucam dizendo que uma mudança para melhor tem o seu custo, mas que não seriam precisos mais que 904 milhões de reais que, numa primeira instãncia viriam do governo federal, e depois seriam complementados com a receita própria do futuro governo de Estado do Tapajós.
De nossa parte vislumbramos frutos positivos com a divisão. Ao nosso ver, será uma maneira de se dar aproveitamento a toda uma infra-estrutura já montada pelos governos passados naquela região, transfornando o vale do Tapajós, num polo exportador, de produtos do Mato-Grosso e do Amazonas, e da própria região do planalto santareno, seja de grãos, cana-de-açucar,e de sub-produtos da madeira e da floresta, através da indústria biotecnológica e turística. Anteve-se a formação de um grande centro universitário e de formação de técnicos agrícolas e industriais, atraindo levas e levas de jovens, na idade de trabalhar, até mesmo de Belém. Há ainda uma visão antecipada de que, no futuro, seja construída uma ferrovia em paralelo com a rodovia BR-163, complementada com a PA-254 do outro lado da margem esquerda do rio Amazonas, conectando o Brasil com os portos das Guianas e com a Europa.
Isso tudo e tudo o mais, com certeza, que abrirá novas perspectivas de emprego e renda, para jovens e adultos que poderão trabalhar em indústrias, agro-indústria, no comércio, na construção civil, em engenharia e saúde, inclusive indios e nativos que terão a oportunidade de participar de atividades pesqueira e no turismo.
Isso tudo ficará facilitado pelas maõs de três administradores, que terão distâncias menores a vencer, e fazer os Estados produzirem com maior produtividade, menos danos à natureza e a custos mais baixos. Essa é a melhor maneira de se contribuir para o desenvolvimento auto-sustentável e para o clima da região.
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